O paciente chega até você com sintomas. Mas o que ele realmente traz é uma história.
Ele pode falar de insônia, dores vagas, crises de ansiedade ou falta de apetite. Pode vir com receios de doenças ou com exames nas mãos. Mas, por trás de tudo isso, há algo que ele dificilmente irá verbalizar: o desejo de ser visto. Não como mais um caso clínico. Mas como alguém que está sofrendo. Como alguém que precisa de ajuda, e não apenas de conduta.
O paciente não quer apenas um diagnóstico. Ele quer se sentir compreendido. Quer saber que você está ali por inteiro. Que sua atenção não é dividida com o celular, o relógio ou a lista de tarefas. Quer sentir que encontrou o profissional certo. Alguém que escuta com presença, que enxerga o que ele ainda não sabe explicar. Alguém que cuida de verdade.
Esse encontro não se dá por acaso. Ele exige estrutura. E intenção.
A escuta como forma de cuidado e pertencimento
No meu consultório, optei por retirar a mesa entre mim e o paciente. No lugar dela, deixei o espaço. Um espaço para o olhar, para o gesto, para o silêncio. Um espaço onde o paciente possa existir sem pressa, sem julgamento, sem o peso de ter que traduzir sua dor logo de início.
Muitos dos meus pacientes dizem que se sentem conversando com um amigo. Mas um amigo que tem técnica, escuta treinada e presença verdadeira. Essa é uma das maiores recompensas da minha trajetória. E foi uma das primeiras coisas que aprendi: a consulta começa muito antes da prescrição. Começa no modo como você recebe.
Mas, e o profissional? Quem cuida da sua presença?
Só é possível oferecer presença quando se tem espaço interno para isso. E espaço interno nasce de estrutura externa.
Durante muito tempo, tentei estar presente, mas minha mente estava fragmentada. Preocupado com agendamentos, pagamentos, mensagens não respondidas, pacientes faltantes, tarefas acumuladas. Cansado, ansioso, reativo.
Eu, que desejava escutar com profundidade, já não tinha silêncio ou quietude dentro de mim.
Foi aí que percebi: não basta querer cuidar. É preciso ter onde e como cuidar. Ter estrutura para isso. Organização. Suporte.
É aí que a HUB2DOC muda o jogo
Com a HUB2DOC, automatizei o que me tirava da presença. A agenda se organiza praticamente sozinha. É surreal. Os pagamentos são antecipados. Os lembretes são enviados. Logo na primeira semana de uso, vendo tudo acontecer, eu agradeci. Nós havíamos criado o fluxo ideal.
Mas não é só sobre automação. É sobre presença estratégica. A plataforma me ajudou a criar uma jornada do paciente que faz sentido. Desde o primeiro contato até o pós-consulta.
E, mais do que isso, me ofereceu desenvolvimento em áreas que eu nunca havia aprendido na faculdade: soft skills, comunicação empática, gestão do tempo, escuta ativa, liderança emocional.
A soma de tudo isso foi me devolvendo ao que me fez escolher ser médico.
O que o paciente realmente espera de você não cabe numa receita
Ele espera acolhimento, firmeza, clareza e cuidado. Espera que você olhe para ele não como um conjunto de sintomas, mas como alguém que precisa de um espaço seguro.
Ele não vai dizer com todas as letras, mas vai sentir se encontrou esse espaço em você.
E você só poderá oferecer isso se estiver inteiro.
A HUB2DOC existe para isso. Para te ajudar a escutar de novo. Começando por escutar a si mesmo.
Porque escutar com verdade exige tempo, clareza e coragem. E isso não se improvisa.
Se você quiser transformar seu jeito de atender, não comece pelo marketing. Comece pela presença. E construa uma estrutura que te sustente nela.
Foi assim que minha escuta voltou a ser terapêutica. E que meu consultório passou a ser, de verdade, um lugar de encontros com sentido.
Referências:
Epstein RM, Street RL. Patient-centered communication in cancer care: promoting healing and reducing suffering. NIH, 2007
Goleman D. Inteligência Emocional. Objetiva, 1995
Norcross JC, Lambert MJ. Psychotherapy relationships that work: Evidence-based responsiveness. Oxford University Press, 2018
Beck RS, Daughtridge R, Sloane PD. Physician-patient communication in the primary care office: a systematic review. J Am Board Fam Pract. 2002
Experiência clínica do autor (2014–2024) e dados internos Hub2Doc



