“Pode me dizer o que está sentindo?”
Essa é uma das frases mais repetidas nos consultórios, ambulatórios e salas de atendimento no Brasil e no mundo. Mas a resposta que ela provoca, na maioria das vezes, não cabe nas palavras. Escutar um paciente vai muito além do que ele diz. É perceber o que ele ainda não consegue nomear.
A anamnese, quando feita com profundidade, é o lugar onde o cuidado começa. Não é um formulário. É um espaço de vínculo. E quem trabalha com saúde sabe que é ali, nas primeiras trocas, que já se define o tom de toda a jornada terapêutica.
Escuta real não acontece no piloto automático
A formação técnica ensina o passo a passo da entrevista clínica. Mas a prática, diante das pressões do sistema, transforma o acolhimento em protocolo. Perguntas cronometradas, respostas esperadas, anotações rápidas, foco no tempo.
Dados científicos mostram que, em média, os profissionais interrompem seus pacientes após apenas 11 segundos de fala contínua. Esse dado é antigo, mas tristemente ainda atual. A escuta verdadeira exige mais. Exige pausa. Exige presença.
Mais do que ouvir, é preciso sustentar o que está sendo dito
Certa vez, uma paciente me procurou por desconforto gástrico persistente. Tudo indicava um caso simples. Mas havia algo no seu olhar que pedia silêncio. Quando eu interrompi o meu raciocínio técnico e apenas esperei, ela desabou em lágrimas. A dor que ela carregava era emocional. Era luto. O estômago era apenas a porta por onde esse sofrimento batia.
Essa cena se repete em diferentes contextos, especialidades e profissões. Escutar com atenção pode mudar completamente o rumo de um atendimento. E para isso, não basta técnica. É preciso estrutura emocional e organizacional.
Por que escutamos cada vez menos?
Porque estamos sobrecarregados. Porque acumulamos funções que não nos prepararam para exercer. Porque o tempo se esvai entre tarefas que poderiam ser automatizadas. Porque não fomos ensinados a cuidar da nossa própria saúde mental.
Quando a rotina é feita de buracos na agenda, faltas sem aviso, pagamentos pendentes e dezenas de mensagens para responder, a escuta se fragmenta. Ela deixa de ser prioridade e vira luxo.
Foi exatamente aí que nasceu a HUB2DOC
No meio do caos, percebi que precisava de ajuda para voltar a escutar com qualidade. Não só o paciente. Mas também a mim mesmo. Precisava de ferramentas que me devolvessem tempo, clareza, foco, presença. E acima de tudo, sentido.
Hoje, com a HUB2DOC, posso atender com uma escuta mais limpa. Porque minha agenda está organizada. Porque as mensagens são automatizadas. Porque os pagamentos são antecipados. Porque recebo informações prévias que me ajudam a me preparar para o encontro com cada paciente.
E o mais importante: porque é essa a plataforma que me lembra, todos os dias, que ser profissional de saúde não precisa ser sinônimo de se anular.
Escutar é uma escolha. E também uma estrutura
A escuta ativa, sustentada e empática está diretamente relacionada à melhora da adesão ao tratamento, à construção do vínculo terapêutico e à prevenção de processos judiciais. Isso não é poesia. É ciência.
Mas escutar assim não se faz com cansaço extremo e pressa constante. Para escutar com profundidade, é preciso redesenhar a rotina de trabalho. É preciso investir em processos, ferramentas e desenvolvimento humano.
A HUB2DOC pode te ajudar a voltar a escutar com presença
O que eu e minha equipe vivemos não é uma teoria. É uma prática em construção. Com a HUB2DOC, criamos um ecossistema que une gestão inteligente, desenvolvimento de skills e branding com propósito — tudo o que o profissional de saúde precisa para sair do modo automático e voltar a escutar com intenção. Vale a pena mudar o que você entrega ao mundo.
Então, se você sente que a escuta virou protocolo, talvez esteja na hora de se reorganizar.
Porque a escuta é, e sempre será, o primeiro passo da cura.
Fontes e referências:
Beckman HB, Frankel RM. “The effect of physician behavior on the collection of data.” Ann Intern Med. 1984.
Silverman J, Kurtz S, Draper J. Skills for Communicating with Patients, 3rd ed. 2013.
Levinson W, et al. “Physician–patient communication: the relationship with malpractice claims.” JAMA. 1997.
Epstein RM, Street RL. Patient-Centered Communication in Cancer Care. NIH, 2007.
Experiência clínica do autor (2015–2024).



